O aleitamento materno oferece toda nutrição que o bebê necessita para crescer pleno e saudável. Por isso, recomenda-se que a amamentação de nascidos a termo (idade gestacional entre 37 e 42 semanas) seja exclusiva até os seis meses de idade. Só então, deve-se começar a introdução dos alimentos sólidos ou outros líquidos.
Neste artigo, reunimos as principais informações a respeito, bem como dicas para facilitar o processo. Confira!
Por que a amamentação é considerada tão importante?
A amamentação favorece o desenvolvimento dos ossos e dentes, fortalece os músculos da face e protege sua saúde como um todo. Ela também aumenta a imunidade e ajuda a prevenir problemas comuns em recém-nascidos, como diarreia, otite, pneumonia e meningite.
E tem mais: o aleitamento materno fortalece o vínculo entre mãe e filho(a). Existem, inclusive, estudos comprovando que crianças que mamam no peito são mais seguras, tranquilas, inteligentes e felizes.
Já para as mulheres, especificamente, a amamentação acelera à volta ao peso normal. Ao mesmo tempo, diminui as chances de desenvolverem doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade, bem como previne os cânceres de mama e de ovário. No mais, é mais prática e econômica do que o uso de fórmulas.
Quais são as fases do aleitamento materno e até quando mantê-lo?
O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de idade e mantido por dois anos ou mais. Mas, ao longo desse período o organismo do bebê passa por diversas mudanças. Isso faz com que o leite tenha que se adaptar às necessidades de cada etapa, como mostramos a seguir.
1ª fase: colostro
A primeira fase da amamentação é a do chamado “primeiro leite”, a qual contém o colostro. Esse consiste em um líquido amarelado, rico em nutrientes e anticorpos que ajudam a proteger o bebê de alergias e infecções.
Assim, o aleitamento inicial deve ser precoce, se possível, iniciado logo após o nascimento, ainda na primeira hora de vida e frequente.
2ª fase: leite de transição
A segunda fase é a da “descida do leite” ou do “leite de transição”, o qual é mais abundante e rico em gorduras e carboidratos. Ela vai do sexto ao décimo quinto dia de vida, fazendo com que as mamadas curtas e frequentes se tornem mais longas e espaçadas.
3ª fase: leite maduro
A terceira fase é a do “leite maduro”, o qual é mais consistente e esbranquiçado. Além das gorduras e carboidratos, ele é rico em proteínas e outros nutrientes. A partir de agora, a duração e o intervalo entre as mamadas são determinados pelo bebê. Na livre demanda, elas devem ser ofertadas sempre que ele demonstrar sinais de fome.
Quais dicas de amamentação facilitam o processo?
Algumas orientações podem fazer toda a diferença na qualidade da amamentação. Para ter mais leite, por exemplo, nada melhor do que aumentar a frequência das mamadas, estimulando o organismo materno.
Deve-se, também, beber bastante água, comer de forma saudável, descansar e evitar o estresse. Ao mesmo tempo, é preciso que a posição e a pega estejam adequadas. Para isso, procure ficar confortável e certifique se a boca do bebê fica selada ao redor do mamilo, cobrindo grande parte da aréola.
Outro ponto importante: tente fazer com que um peito seja esvaziado a cada mamada. Procure, também, alterná-los a cada “refeição” e evite dar chupeta.
Como saber se o bebê está mamando o suficiente?
O melhor indicativo de que o bebê está recebendo leite suficiente é o ganho de peso adequado. Aqui, cabe uma ressalva importante: segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), bem como outras sociedades médicas, não existe leite materno fraco ou aguado.
Independentemente da aparência, sua composição sempre fornecerá água, para mantê-lo bem hidratado, bem como todos os nutrientes necessários. Não à toa, o leite é reconhecido como o melhor alimento para o bebê.
Por fim, uma dica fundamental para quem deseja prevenir problemas na amamentação é conversar com uma enfermeira obstetra — melhor ainda se a consulta for realizada na gestação, a partir da 32ª semana. Nesse encontro, a especialista irá esclarecer uma série de dúvidas a respeito da pega, das posições mais adequadas, entre outras.
Esperamos ter atendido suas expectativas quanto ao assunto. Como mostrado, o aleitamento materno é de suma importância para a saúde e bem-estar do bebê, assim como da mulher!
Em caso de dúvidas, entre em contato. Nosso corpo clínico conta com uma enfermeira obstetra sempre pronta a ajudar!